Abel Braga voltou a falar sobre polêmica após derrota para o São Paulo
Abel Braga, técnico do Internacional, voltou a se manifestar sobre a polêmica frase homofóbica proferida em sua coletiva de apresentação, quando criticou camisas rosa de treino do time chamando-o de “time de viado”. Após a derrota por 3 a 0 para o São Paulo na Vila Belmiro pela penúltima rodada do Brasileirão, o treinador classificou o episódio como “uma brincadeira juvenil” ocorrida no treino para motivar o grupo, afirmando que já havia se desculpado e que não deveria ter mencionado publicamente.
Abel invocou a perda de seu filho aos 19 anos para rebater acusações de homofobia: “Quem perde um filho não é homofóbico. Quero que vocês entendam isso”, declarou, pedindo um “parênteses” sobre sua vida pessoal e enfatizando que a intenção era “colocar fogo no olho” dos jogadores.
Polêmica gerou repercussão internacional
A fala inicial, feita em 30 de novembro durante elogios a Andrés D’Alessandro, gerou repercussão imediata na imprensa internacional. Jornais como AS (Espanha), The New York Times (EUA), TyC Sports (Argentina), The Independent (Reino Unido) e Il Messaggero (Itália) classificaram-na como escândalo homofóbico, destacando o contexto de pressão no Inter.
Logo após a apresentação, Abel postou nas redes sociais um pedido de desculpas, reconhecendo erro na colocação sobre a cor rosa, que homenageava o Outubro Rosa, e afirmando que “cores não definem gêneros, o que define é caráter”. Na nova declaração, ele reiterou que foi uma “brincadeira que existiu no treino” para relaxar o grupo sob tensão, mas cortou novas perguntas sobre o tema.
Com o Inter na 18ª posição e 41 pontos, na luta contra o rebaixamento, Abel assumiu total responsabilidade: “Se o Inter cair, está caindo com o Abel. Eu vim pelo coração”, lamentou, notando melhora no astral apesar dos resultados ruins em dois jogos sem contrato formal. O Colorado enfrenta o Red Bull Bragantino no Beira-Rio no domingo (7), às16h, precisando de vitória e tropeços de rivais para evitar a Série B. O técnico cobrou “dignidade, honra e anímico” na partida final.



